quinta-feira, 10 de maio de 2018

Legal? Pra quem?

A nossa vida é cheia de seres humanos.
Inevitável, mas a nós cabe a escolha de ser mais um deles ou mais um de nós.
Não somos aliens. Não somos estranhos.
Mas não fazemos parte da tal curva. Da tal naturalidade.
Não aturamos o errado. Questionamos o certo.
Somos da geração do "não". Não fazemos parte do "tanto faz".
Não sabemos o que é normal. Não sabemos o que é tradição. Não temos conhecimento de nada sobre esse negócio de ser comum.
Sabemos dos nossos. Sabemos de nós. Sabemos pouco da vida. Mas mais dos que pregam a genialidade.
Somos filhos. Futuros pais e mães.
Somos nós. Gente que busca todos os dias ser melhor e aprender com os erros que vocês, os certos, cometem.
Aos nossos olhos, errar é bom. Ao de vocês, errar é crime.
Vocês criminalizam aqueles que não os seguem.
Nós aprendemos com quem não concorda conosco.

Se fosse pra escolher entre estar certo e ter razão, eu prefiro sorrir.
É a única coisa que eu sei que vai fazer o meu dia melhor.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pare de sentir falta de quem não sente falta de você.

Faz parte da nossa natureza suprir determinados vazios com algo. Com alguém. Mesmo que isso, muitas vezes, não seja póssível, tentamos anyway.
Pois é.
Uns bebem pra amenizar a tristeza e/ou esquecê-la. Outros acendem um cigarro pra baixar a ansiedade. Tem aqueles que pagam por companhia pra suprir a saudade bem como tem quem arrume um alguém com um papo legal pra esquecer um amor. Às vezes, o simples derruba o complicado. E tem quem diga que o complicado é até legal por um tempo.
Ele é aventureiro, diferente. Ele causa aquela sensação de adrenalina que nos faz sorrir de forma involuntária, que nos causa formigamento nas mãos, que deixa as pernas dormentes e entregues. Que nos faz viciar como se fosse algum tipo de droga ilícita.
Como toda droga, ele nos causa um bem psíquico gigantesco mas, ainda como toda droga, o efeito, uma hora, passa.
Ah, passa.
Dessa forma, nos vemos obrigados a buscar por concreticidade. Por certeza, por solidez. E essa busca assemelha-se à reabilitação.
Você tem um vício dentro de si implorando pra sair. Um vício que vai te assolar sempre que mantiver qualquer tipo de contato com a causa dele. A proximidade será prejudicial; ter notícias será tóxico; ver ou ouvir falar vai te fazer torturar-se e chorar debaixo de chuveiro todos os dias.

Então, me diz, o que fazer?
Fugir? Distanciar-se? Acabar com qualquer possibilidade de contato?

Não. Eu discordo.
A melhor maneira de lutar contra algo que te faz mal, é sentindo-o. É acostumando-se com essa agonia que ele te traz, que ele te faz passar. Ver e ouvir, firme. Aguentar a presença. Aguentar os impulsos. Aprender a lidar.

Vai doer? Vai.
Vai machucar? Vai.
Mas uma hora, vai passar.

Primeiro, acostuma-se.
Depois, não tratamos aquele incômodo como dor.
Por fim, ela deixa de existir.

É o ciclo da vida.
Tudo vem e vai. As pessoas vêm e vão. Você vem e vai.
Não somos capazes de ficar sempre presentes então não pensemos que os outros o são.

Uma hora, seu maço de cigarros vai acabar.
Uma hora, sua garrafa vai secar.
Uma hora, seu peito vai esvaziar assim como a fumaça que solta após uma tragada. Ela se vai deixando pra trás somente o suficiente para que você, lá na frente, lembre-se desse momento quando for subir uma escada. Ela se vai, mas vai deixar as marcas dentro do seu corpo.

Mas isso, por acaso, significa que não deveria ter fumado? Significa que nunca fez sentido?
Jamais.
Fez sentido. Muito. E vai continuar fazendo.
Foi bom, admita. Foi maravilhoso. Foi lindo.

Assim como a fumaça, humanos ficam dentro de nós pra sempre. Pode parecer que, ao expirar, eles tenham nos abandonado. No entanto, a verdade é que nunca estivemos tão enganados.
No futuro, lembraremos o quanto aquela sensação foi boa.

Mas foi.

Agora pare de sentir falta de quem não sente falta de você.



(#nowplaying Foster the People - Are you what you want to be?)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Y.G.M.S.H

Hope you don't regret it. I pushed a lot back but I can't forget it
We never got the credit.
Nobody seemed to hear us but we said it. Neither of us planned it and for a long time I took it all for granted. I really thought we had it but, at the time, it was more than I could manage, so...

If we can leave it all behind us and meet in-between it would get me so high all the time... High all the time. 
I wanna be high all the time.

Would you come with me?
Wish I didn't doubt it. I wish I never ever told you all about it but I just had to let you know.
I never meant to hurt you, though.
I had all my motives and I didn't know they wouldn't mix with your emotions. I just had to reach my goals
Never knew I needed you though, so...
If we can agree to disagreea and keep on reaching it would get you so high all the time... High all the time

Used to stick together. You're my best friend, I'll love you forever!
We could be the greatest, it doesn't matter if we're never rich or famous

If you can just let me know if it's okay to call you when I'm lonely.

segunda-feira, 19 de março de 2018

O mal de ser bom

Eu li uma vez numa parede na rua: "A verdade é que não há verdade".
Era uma virtude ou uma coincidência? Confesso que me senti inquieto de estar meio que "à mercê" de tanta sede de dualidade.

O barato é caro.
O normal é raro.
Vejo, lentamente, se estou com pressa e o quanto adoro ser odiado.
Sempre faço o que eu quero e nunca posso ajudar.
Esqueço o quê o médico me proibiu de tomar e agradeço à Deus por ser ateu.

Eu não tenho virtudes ou privilégios em virtude da minha aparência. Creio eu que essa é a beleza de ser feio.

Procuro respostas.
Encontro perguntas
E desde que eu estava errado, eu estava certo, mals aí.
Se a minha mente ficar em branco, vejo tudo preto.
Sempre que escuto uma música alegre, estou deprimido. Não estou feliz.

Que má sorte ser supersticioso! Eu sou cauteloso, e juro que certamente tudo é duvidoso.

Quantas vezes eu disse não querendo dizer sim?
Quantas vezes eu senti o começo do fim?
Quantas vezes eu disse sim queria dizer não?

É assim! Quando lhe digo uma coisa, eu lhe digo o oposto.

Que tenso.
Até minhas fraquezas são mais fortes do que eu.

sábado, 3 de março de 2018

E etc.

Chegamos a um nível onde se importar é sinônimo de fraqueza, de controle. Onde aquele que se importa com outrem recebe riso e ridicularização porque sempre acham que não vale à pena.
E quantos disseram que não vale, certo? Quantas vezes ouviu "irmão, vai dar em nada isso aí" mas você seguiu?
Nunca o fez?
Deveria.
Hoje, teria chegado à mesma conclusão que eu.

O ser humano é infantil. É imaturo. É egoísta.
Mas os melhores seres humanos são aqueles capazes de aguentar as porradas. De continuar as aguentando até o agressor perder pelo cansaço.
Sem nunca, jamais, revidar.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Adultos são crianças que compram seus próprios doces

Vivemos pra crescer.
Crescemos pra ter independência.
Temos independência pra tomar decisões.
Tomamos decisões pra errar.
Erramos pra acertar.
Acertamos pra viver.
Vivemos pra crescer.

Impressionante como nós, adultos, sempre sabemos o que estamos fazendo. Sempre estamos certos, sempre tivemos experiência. Sempre somos vítimas.
Vítimas das nossas decisões. Das nossas escolhas.
Das nossas escolas.

Sempre achamos que sabemos de mais quando, na real, não sabemos nada.

Somos autossuficientes. Somos autodidatas.
Ninguém nos ensina nada. Sabemos tudo.
Afinal, nossa vida foi difícil.

Foi difícil estudar, trabalhar. Sair de casa.
Lavar as próprias roupas, a própria louça. O próprio banheiro.
Cuidar da própria casa.

Mas somos crianças ainda. Somos inexperientes.
Somos fetos quando mais acharmos que estamos prontos.

Nunca estaremos.

O mais foda é que a vida não dá massagem. A vida não quer saber se você é preto ou branco.
Asiático ou sulamericano.
Ela quer a sua alma. Seu ar.
Ela quer seu máximo.

Adultos são crianças que compram seus próprios doces porque, quando crescemos, achamos que o poder aquisitivo dita sua posição na sociedade sendo que, no fim das contas, somos mais ingênuos que o garoto que junta moedas pra comer um guarda-chuvinha de chocolate.
Ele, ao menos, tinha um objetivo.

E você?
Tem algum?

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Oi, filho. Tudo bem?

Oi, filho. Sou eu, de novo.

Queria deixar registrado que te ver desfilando foi uma emoção colossal que ainda não consegui processar haha
Foi lindo!

Bom, então, faz um tempo que não te escrevo, mas saiba quw não é por falta de vontade. Também não vou colocar a culpa no tempo.
Posso dizer que estava ocupado demais te vendo crescer e acabei deixando de lado esse negócio de escrever.
Queria dizer que, além de todas as coisas, ser seu pai é a coisa mais maravilhosa que já me aconteceu nessa vida. Na verdade, ela acontece todos os dias. 24 por 7.
Sabe, é muito doido pensar que na última vez que te escrevi algo, ce nem falava muito bem. E isso nem faz tanto tempo assim! Agora, vejo você jogando Overwatch - muito bem por sinal -, Pokémon e criando suas preferências pra brinquedos como jogo da memória, quebra-cabeça e pistas Hot Wheels. Te vejo traçando personalidade enquanto escolhe seus desenhos favoritos e me repreende quando falo um palavrão. A cada dia, vejo o quanto ce tem de mim. A impaciência, o imediatismo, o perfeccionismo. Aquela vontade de deixar as coisas do seu jeito sempre e, vez ou outra, se irritar quando perde em alguma coisa.
Ver que você faz seus desenhos, abraça espontaneamente, sem aviso, e diz "eu te amo, papai" sempre quando eu mais preciso.

Sabe, eu não peço pra que você seja criança pra sempre. Não peço que seja assim por toda a vida. Muito pelo contrário.
Quero sim que cresça, que vá lá fora e aprenda ainda mais sobre as pessoas e o mundo.

Yuri, o que eu mais quero nessa vida é você feliz. Quero que seja você mesmo sempre sempre sempre! Que ame sem medo, que viva sem receio. Que erre, que acerte.
Meu trabalho será sempre estar por perto pra te ajudar a levantar, fazer seus curativos e levantar sua cabeça. Zelarei sempre por você, custe o que custar.

Me perdoe pelas broncas, pelos gritos. Faço pro seu bem e sei que um dia você vai entender. Talvez também seja pai de uma criança e talvez você aplique as minhas "técnicas" com seu filho.
Tu é meu bem mais precioso e não há nada nesse mundo que eu ame mais do que você.
Tá bom?

Hoje você vai trocar de faixa no judô e eu estarei lá pra te ver.

Um beijo, cabeção!

por Marcos Gonçalves, vulgo Papai.