terça-feira, 25 de abril de 2017

Cagando regra

Prepare-se, desde já, pra ler algo que ce não vai curtir:

Ceis não sabem o que é ideal em nenhum campo das suas vidas.
Ponto.
E eu vou te explicar o porquê.

Toda e qualquer preferência que o ser humano possui, deriva-se de alguma espécie de experiência anterior.
Boa ou ruim. Satisfatória ou não.
Ninguém deveria - leia com atenção: ninguém DEVERIA - expôr qualquer opinião ou ideia sem que tenha sequer uma base mínima sobre o tópico abordado.

Ok? Ok.

Tendo isto posto, pergunto: por que caralhas ceis insistem em meter o bedelho nos assuntos dos outros?
Por que, simplesmente, são incapazes de "deixar rolar"?

Se uma amiga tá saindo com um cara x, ce vai lá falar que esse tipo de cara não presta justamente porque tu já se envolveu com alguém que, na SUA concepção, assemelha-se ao fulano. Se for mulher, vai falar que é interesseira, que é puta.
Aí teu amigo arruma um emprego e tu vai lá ficar enchendo os pacová falando que o salário é baixo, que benefícios não devem te prender, que isso, que aquilo... Porra, ENFIA NO CU ESSA OPINIÃO, piá.
Eu hein.

Deixa a pessoa se fuder ou deixa ela ser feliz se for o caso. O que custa?

Ceis passam tempo demais colocando defeito em tudo, reclamando de tudo.
Ceis passam tempo demais sujando de futilidade vossos cérebros. Tempo demais desejando ter a vida de outras pessoas, idolatrando gente que tá pouco se fudendo pra existência de vocês e não percebem que, enquanto fazem isso, ficam cagando regra pra àqueles ao redor, dizendo que "a vida ideal é essa ou aquela" e que eles não são fodas porque não seguem esse padrão de merda que alguém ainda mais merda criou.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Se eu fosse você, também não gostaria de mim

Durante pouco tempo fui mimado e tive tudo o que queria, confesso. Pra ser mais sincero ainda, não me lembro tão bem dessa época. O que me marcou mais foi o nascimento da minha irmã, minha eterna rainha. Aquela a quem eu serei devoto pelo resto da minha vida e eu jurei proteger desde que ouvi seu choro pela primeira vez.
Lembro bem da infância em Diadema.
Amizades que viraram artigos policiais e amigos enjaulados. Alguns deles comiam do almoço que minha mãe fazia. E, mesmo sendo toda atenciosa para com eles, jamais me deixou frequentar os mesmo lugares.
Graças a Deus.
A negona tem um sexto sentido que é quase sétimo.

A sua véia também deve ter. Resta saber se tu a ouviu como eu a minha ouvi.

Como todo moleque, joguei meu futebol nas quadras perto de casa. Arrumei minhas tretas - tudo bem que elas eram praticamente diárias. Releve -, mas sempre resolvi na rua. Não levei dor de cabeça pros meus pais. Pelo menos não nesse sentido.
Confesso que eu era folgado e marrento mesmo com esse tamanho todo.

Na escola, era 50-50. Até a quinta série, eu não sabia o que era uma "nota vermelha". Lembro de ter me sentido um lixo quando mostrei minha prova baseada em um livro pra minha mãe. O expressão dela de decepção me fodeu.
Chorei duas noites seguidas e prometi que jamais a veria fazer esse rosto de novo.

Não fiz, parceiro. Acredite.

Nunca quis prestar empatia para com ninguém, mas os meus eram meus e eu cuidava até quando estavam além do alcance. Até mesmo quando uma amiga batia na porta de casa, de madruga, aos 16 de idade, chorando por uma desilusão amorosa.
Graças que a mantenho comigo até hoje.

Vi homens incríveis deixarem esse mundo. Homens esses que uso como exemplo até hoje seja na paternidade, no meu comportamento para com os amigos, as mulheres, meus pais, no trabalho.

Tive três pais: seu Arnaldo, seu Antônio e seu Marcos. Só um ainda vive.

Aos 13, enfiei na cabeça que queria aprender a falar inglês após um certo ser humano ter me dito que eu jamais seria capaz.
Aos 20, depois de muito filme assistido três vezes, muita música gringa, muitos livros e muitos chats online jogando FIFA com ingleses, aprendi. Fiz meu primeiro teste numa empresa que exigia a língua em conversação.
Passei, mas não quis o emprego. Eu queria só o teste.
Não precisei de professor. Precisei de vontade. E isso, ah meu mano, isso eu tenho de sobra.

Entrei em três faculdades, larguei duas. Terminei curso que não queria fazer. Perdi tempo que não podia perder, mas, todos os dias, tento recupera-lo.
Impossível?
Só se for pra você.

A maioria das minhas amizades eram femininas. Fui chamado de viado por dormir em casa de amiga e "não fazer nada", fui taxado de gay pelas roupas que usava, mas aprendi que é muito mais importante entender as mulheres do que tê-las.

Traí. Fui traído. Superei ambos.

Usei droga e não gostei. Hoje sou viciado em nicotina após várias e várias tentativas frustradas de parar.

Me apaixonei mais de uma vez. Quebrei a cara, chorei também. Senti a dor da perda de uns amores aí, mas sempre vem outro depois e a gente continua sendo trouxa e sorrindo por incidência dessa dor gostosa do caralho que é o amor.

Sempre gostei de ouvir, mas gosto mais ainda de falar. Por isso arrumei refúgio nos textos e escrevo num blog que quase ninguém lê.
Vai entender.

Talvez isso seja mais pra mim que pra você.

Sobre meninas, olhos marejados e cabelos coloridos

Depois de muitos anos vivendo nesse mundo pobre de cores reais e quentes, é normal que passemos a criá-las em nossas mentes para que, de forma ilusória, tudo fique mais fácil de suportar. Assim são elas, as moças das cores: seres humanos necessitados de algo mais além da rotina.

Não as culpo.

Posso ousar e dizer que, até certo ponto, as invejo.
Inveja dessa simplicidade. Dessa pureza.

Quanto tempo faz, me diz, que você torce para que tudo dê errado só para, no final, vangloriar-se por ter tido razão? Vangloriar-se de um momento tão curto e insignificante quanto uma hora extra naquele emprego que você odeia.
Você não pode apedrejar o inconsequente sendo que queria ser igual, mas não o é por puro medo.

Elas são assim. Seres sem ou com bem pouco medo.

Entenda o seguinte: a inconsequência faz parte de todos nós, assim como o vício. A diferença está em como você encara cada um deles.
Você pode mandar prender o viciado em crack porque ele é uma ameaça "à paz e a convivência em sociedade". Ou, sei la, porque ce tem medo dele te roubar, te matar devido ao vício. Podemos agir como acusadores e apontar o dedo.
Sei lá.
Só que também existe a possibilidade de abraçar e ver que existe um ser humano atrás daquilo. Que é uma válvula de escape, um refúgio, uma força. Uma forma de enxergar-se forte e acima dos problemas. A única força possível em um mundo onde seu nome e sua fisionomia são sinônimos de fraqueza.
Você pode ser aquele que acredita que, atrás de toda a máscara, existe alguém que quer se visto. Notado. Impulsionado.
Que precisa de um impulso e que também chora. Que também sente tristeza apesar do que se vê.

Você pode ser essa mão que as eleva.
Os sábios escolheriam sê-la.
Talvez, uma vez na vida, todos nós possamos ser sábios.
Não acha?

E, passado indeterminado período, em algum momento, passamos a achar que somos nós quem as fizemos. Que as criamos.
Que nós somos os responsáveis por suas influências, lágrimas, lições aprendidas, seguranças. Medos.

Ah, como somos tolos.

Suas influências estão em tanta coisa.
Sabe aquilo que dizem: diga-me com quem tu andas que te direi quem és? Então. Elas já ouviram. Colou por um tempo. Mas entenderam que terceiros não fazem segundo que, por sua vez, não fazem primeiros.
Seus livros, lugares, paisagens e reflexões estão muito além de um pensamento quadrado e antiquado. O velho tem lugar em seu novo, mas o intolerante não faz morada em sua paciência.

A melhor coisa que se pode fazer é viver e ter a sorte de encontrá-las por aí em um momento qualquer.
Seja sempre o mais próximo do real possível. De ilusão já basta a vida cinza que você levava antes das cores chegarem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

#2

Conselho do amiguinho: não mantenha somente amizades "de rotina", tipo aquelas que ce só tem porque vê todo dia.
Lembra também dos seus(suas) parceiros(as) que ce não tromba há eras. Os assuntos serão longos, construtivos e, talvez, conclusivos, sabe?

#1

Conselho do amiguinho: deseje ser capaz de ajoelhar-se diante da pessoa que ce ama.
Faça isso, mas que seja para pedi-la em casamento; dar aquele presente daora; fazer aquela surpresa.
Não o faça para implorar que ela não vá, entende? Porque se ela ta indo, é pro bem dela. E se é pro bem, tu tem que respeitar, parceiro(a).
As pessoas não são brinquedos na prateleira e a vida não é a sua mãe. A vida não vai ceder à sua birra.
Não é seu, não é. E pronto.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Mono.

O que foi?
Parece que faz anos desde o dia que nós largamos tudo. Na verdade, que eles nos fizeram largar. Me lembro de você se trancar no banheiro por alguns minutos e sair como se nada tivesse acontecido. Como se estivesse com a mente vazia.
Você não precisa lidar com isso, sabe?
Eu nunca fiz você se sentir dessa maneira justamente porque eu me amo. Me amo o suficiente para ambos de nós e é por isso que você confia em mim.

Eu sei que você passou por muita merda, sério. Reconheço. Então me conte: o que é você? Do que você tem tanto medo? Porra... você me dá amor, mas não consegue receber...

Eu precisava, de verdade, ouvir tudo aquilo. Afinal, eu sempre odiei esse seu jeito passivo agressivo em nossas mensagens de texto. Precisei realmente ler toda aquela porra porque odeio quando você é submisso.
Sempre que isso acontece e eu passo a sentir a distância palpável, saio. Vou pra rua, ver minhas amigas.
É.
Tudo só é legal até eu notar o quanto elas viajam, às vezes. Vejo-as dando valor em demasia ao dinheiro de pessoas randômicas.
Gosto de dinheiro, sim. Mas gosto de dinheiro quando ele faz a diferença, mas não te faz diferente.
Ao vê-las tão fúteis, passei a perceber quantos lugares eu poderia ter ido. Minha mente voltou pros tempos nos quais ficávamos escondidas em casinhas de boneca feitas de papelão, segurando canetas, desenhando janelas, portas e com o estômago roncando, mas sorrindo. Quando as coisas eram mais profundas do que grana, álcool, sexo e rolê.
Caímos sob a influência de uma geração que já estava ali, esperando para nos esmagar.

Vocês todos não sabem mais o que é amor. Vocês nem sabem mais o que querem dele, na real.
Que qualidades estão buscando hoje que não prezavam ontem? O que esperam? O que querem?
Quem será melhor pra você do que ti mesma, moça?

Muitos caras que você achou que te completavam, que você achava que eram um pedaço de você, ainda vão se casar. E você vai começar a enxergar amores e casais onde não existem.

Me lembro daquelas conversas que tive no estacionamento daquele shopping idiota enquanto bebia algo alcoólico qualquer. Quando falamos das verdadeiras consequências que atitudes egoístas trazem.
Lembra?

Huh, espero estar perdoada quando você descobrir como venho vivendo. Posso dizer até que parece que você não quer mais nada disso, né.
E eu aqui. Tentando me abrir de uma maneira que fique mais difícil de ser ignorada... haha cômico.

Mas me diz aí: que qualidades você preza hoje que não prezava ontem?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

É pra isso que eu vivo: para aqueles pra quem eu morreria.

Em algum lugar entre o psicótico e o icônico e também entre o "eu quero" e o "eu tenho".
Em algum lugar entre o "tô sóbrio" e o "tô viajando". Assim como entre o erro e o comprometimento pleno. Mas eu vou continuar de pé. Prometo quebrar todo mundo antes de me quebrar.
Todo mundo, hoje, espera. Digo até que tenho muito deles comigo.
Pessoas nas quais eu acreditei hoje nem mostram seus rostos. 


Não podem dizer nada agora, de qualquer forma.

Mas aí, o que mais poderiam me dizer? Qualquer um pode falar que "nada mais parece ser como antes".

O máximo que eu conseguir ficar longe do perfeito que todos que conheço rotulam, melhor.

Sei que fui egoísta e jovem. Não posso fazer nada quanto a isso.
Eu fiz muita mulher sentir que era só minha quando ninguém na verdade era.


Para de fingir, mano. Não aguento essa merda aí.

O que será que teriam a me dizer?
E aqueles que dizem ter mudado ainda me olham daquele jeito, tá ligado?
Mas eu vou continuar gostando de beber sozinho. Fumar sozinho. Planejar sozinho. 
E quando ceis dizem que eu não pertenço a algum lugar, na real, eu tô ocupado demais correndo atrás das minhas coisas.
E hoje nego diz que tem ódio. Que odeia. 
Não finja que não te conheço. Já vi através de você.
Minhas ações podem até te criar dúvidas mas é por eles todos que eu vivo. É por eles todos que eu saio de casa.
Eu sou eu. Verdadeiro.
Sim, Senhor.
É pra eles que eu vivo.

Enquanto muitos constroem pra depois destruir, eu só construo e construo e construo. 

É pra esses que eu vivo.