(Não tão) recentemente, temos visto pessoas ricas, famosas e influentes de diversos segmentos admitirem que não estão, que estão super mal com algo que pode parecer incompreensível, claramente num quadro de depressão. E, porra, inúmeras pessoas passam por isso. Que têm sintomas dessa doença ou que convivem com ela.
Mesmo você achando que não, ser exposto à um grande número de pessoas, ser exposto à mídia, as pessoas saberem da sua vida, tudo isso, pode causar SIM uma confusão mental MUITO grande. Tem que ter uma força psicológica fortíssima pra lidar com isso. É bastante difícil.
Aí ce vê os calango dizendo: "AH isso é besteira! Frescura! Se eu tivesse o dinheiro dele(a), se eu tivesse a(o) parceira(o) dele(a) JAMAIS ficaria assim!"
E é justamente aí que mora o perigo, minha camaradagem, e também onde está sobre o que eu tô falando.
A partir do momento que ce fala "se eu tivesse isso", "se eu tivesse aquilo eu seria feliz" e afins. Quanto tu terceriza a sua felicidade à outra pessoa que não seja você, mermão, ce vai ser um serumaninho infeliz.
E aí quando ce tiver tudo que um dia tu julgou precisar pra ser feliz, ce vai achar que precisa de algo mais pra continuar feliz ou voltar a sê-lo.
Não dá pra terceirizar a felicidade na esposa, no marido, num dinheiro, na fama, na carreira. Pra mim, felicidade nã é pelitude, saca? É momento. NINGUÉM é feliz cem porcento do tempo. A gente oscila pra caralho em dias bons e ruins. Momentos bons e ruins. Tristes e felizes.
Sai dessa nóia porque estando nela você não aproveita as caceta das parada feliz sendo que a felicidade É ISSO!
O que te deixa bem, sorridente, com aquele sentimento sensacional? Procure fazer mais daquilo. Procura conviver com esse sentimento com maior frequência e esqueça: você pode conquistar um monte de coisas ou pessoas, sei lá, você NÃO VAI acordar, do dia pra noite, feliz pra sempre.
A felicidade depende mais do que temos em nossas cabeças do em nossos bolsos.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Militante e vítima.
Da mesma maneira que tem gente como um tal de Sergio Camargo - preto, bolsonarista e que diz que não existe racismo no Brasil -, Karol Eller é uma negacionista da homofobia. Segundo sua própria lógica, "cansei de expor explicitamente que o gay discreto - aquele que não afronta os bons costumes da família brasileira - não corre nenhum risco".
Ou seja: se você é gay e expõe a sua forma de amar na frente de um desgraçado homofóbico, VOCÊ se pôs naquela situação.
Karol é o tipo de pessoa que culpa a vítima
Esse tipo de raciocínio, obviamente, machuca gente pra caralho. Literal e não-literalmente.
Machuca a moça estuprada que tem que ouvir que a culpa foi do vestido que ela tava usando ou do álcool que ela consumiu. Machuca o preto que foi humilhado na Oscar Freire mesmo cheio dos plaquê de 100 no bolso e tem de ouvir que não existe racismo pra quem é rico. E machuca muito também o gay que toma uma bica sabe-se-lá de onde só porque estava andando de mãos dadas com seu/sua namorado(a).
Karol aprendeu da maneira mais brutal possível que ela estava errada. Aprendeu que quando um grupo normaliza e/ou tenta passar pano pro preconceito dando espaço pra que ele seja manifestado publicamente e, muitas vezes, defendido, TODA a sociedade perde. E foi justamente isso que o grupo político dela fez e ainda faz.
Seu atual empregador, um cara que ela acha MUITO BACANA - inclusive, com quem tirou várias fotos carinhosíssimas (sendo bastante úteis durante a campanha pois fez ajudar a reduzir sua rejeição) -, já disse um milhão de frases homofóbicas.
Poder que, nessa época, Karol tenha sido uma "inocente útil". Depois, não mais.
Não depois de aceitar o cargo.
Passou de iludida a cúmplice. Cúmplice paga com dinheiro público.
O meu ponto aqui é: exigir que a comunidade LGBTQ+, a esquerda, progressistas ou anti-bolsonaristas venham a sair em defesa da Karol com o mesmo afinco quaisquer homossexuais que não renegaram a causa e não chamou seus semelhantes de "vitimistas" ajudando assim a confundir as pessoas e disseminar conceitos que atrapalharam MAIS AINDA a vida dos LGBTQ+s nessa porra de país, é pedir SÓ UM POUQUINHO de mais.
Num acha não?
Sei que eu não sendo alguém da comunidade não tenho lugar algum de fala (muitos dirão). Repito: tem um abismo GIGANTESCO entre o que eu tô falando aqui e o "bem feito", "apanhou pouco".
NÃO!
EU NÃO ESTOU DIZENDO ISSO!
O que eu estou dizendo é que ela mesma disse que esse tipo de coisa jamais aconteceria com ela ou com todo e qualquer gay "que se dê ao respeito".
Ela como vítima merece toda a solidariedade.
Ela como aliada dos homofóbicos, não.
Se ela sair desse episódio com o mesmo pensamento e continuar dizendo que a culpa é da vítima, a coisa vai ficar ainda pior.
Ou seja: se você é gay e expõe a sua forma de amar na frente de um desgraçado homofóbico, VOCÊ se pôs naquela situação.
Karol é o tipo de pessoa que culpa a vítima
Esse tipo de raciocínio, obviamente, machuca gente pra caralho. Literal e não-literalmente.
Machuca a moça estuprada que tem que ouvir que a culpa foi do vestido que ela tava usando ou do álcool que ela consumiu. Machuca o preto que foi humilhado na Oscar Freire mesmo cheio dos plaquê de 100 no bolso e tem de ouvir que não existe racismo pra quem é rico. E machuca muito também o gay que toma uma bica sabe-se-lá de onde só porque estava andando de mãos dadas com seu/sua namorado(a).
Karol aprendeu da maneira mais brutal possível que ela estava errada. Aprendeu que quando um grupo normaliza e/ou tenta passar pano pro preconceito dando espaço pra que ele seja manifestado publicamente e, muitas vezes, defendido, TODA a sociedade perde. E foi justamente isso que o grupo político dela fez e ainda faz.
Seu atual empregador, um cara que ela acha MUITO BACANA - inclusive, com quem tirou várias fotos carinhosíssimas (sendo bastante úteis durante a campanha pois fez ajudar a reduzir sua rejeição) -, já disse um milhão de frases homofóbicas.
Poder que, nessa época, Karol tenha sido uma "inocente útil". Depois, não mais.
Não depois de aceitar o cargo.
Passou de iludida a cúmplice. Cúmplice paga com dinheiro público.
O meu ponto aqui é: exigir que a comunidade LGBTQ+, a esquerda, progressistas ou anti-bolsonaristas venham a sair em defesa da Karol com o mesmo afinco quaisquer homossexuais que não renegaram a causa e não chamou seus semelhantes de "vitimistas" ajudando assim a confundir as pessoas e disseminar conceitos que atrapalharam MAIS AINDA a vida dos LGBTQ+s nessa porra de país, é pedir SÓ UM POUQUINHO de mais.
Num acha não?
Sei que eu não sendo alguém da comunidade não tenho lugar algum de fala (muitos dirão). Repito: tem um abismo GIGANTESCO entre o que eu tô falando aqui e o "bem feito", "apanhou pouco".
NÃO!
EU NÃO ESTOU DIZENDO ISSO!
O que eu estou dizendo é que ela mesma disse que esse tipo de coisa jamais aconteceria com ela ou com todo e qualquer gay "que se dê ao respeito".
Ela como vítima merece toda a solidariedade.
Ela como aliada dos homofóbicos, não.
Se ela sair desse episódio com o mesmo pensamento e continuar dizendo que a culpa é da vítima, a coisa vai ficar ainda pior.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Não nos cabe controlar o mundo.
Na mesma semana em que a ministra da família - vulgo Damares Alves - aparece como a segunda mais popular, Eduardo Bolsonaro aparece no Twitter fazendo campanha contra a Netflix por conta de um especial de Natal que faz humor com a figura de Cristo.
No discurso de posse do Bolsonaro, ele disse que libertaria o povo do socialismo e do politicamente correto. Como nunca tivemos um governo socialista e piada sobre religião "não pode", pelo visto, temos duas promessas não cumpridas.
Existe uma diferença entre piada que ce faria e piada que ce não faria. Piada que te faz rir e piada que ce não acha graça nenhuma. Piada que ce quer ouvir e piada que ce não quer que contem.
Enfim.
Esse negócio de fazer patrulha "em nome de Deus" é algo muito perigoso porque a gente sabe como começa mas não sabe como termina.
Deus é uma experiência íntima. Sendo metafísico, não deve jamais se misturar com questões de Estado. O que é uma zuadinha - referenciando o especial de Natal do Porta dos Fundos - aqui em cima com uma eternidade sofrendo lá embaixo?
"Meu Jesus" estaria de boas. Transformando água em vinho e assistindo à zuera.
Os Bolsonaros perceberam que os conservadores cristãos são seu público fiel e estão jogando pra loucura. Pra torcida. Simples e hipócrita assim.
Eu tenho o maior respeito, pessoalmente, pelas religiões. Acho a fé uma coisa maravilhosa, mas me fode o estômago quem faz uso dela pra ganhar dinheiro em templo, mandato, ou ad sense no Youtube.
Conservadores, no sentido mais comum no Brasil, me incomodam muito justamente porque eles incomodam os outros.
Eles nunca - ou quase nunca - estão satisfeitos em cuidar da sua própria vida. É como se eles próprios vivessem em um estado constante de insegurança sobre seus valores ou sob a sua capacidade de fazer algo que não é tão complexo porque é instintivo: criar seus filhos. Em nome dos valores da família DELES, eles querem mudar os hábitos das famílias DOS OUTROS.
Se você é conservador, deve tá pensando "claro! O seu comportamento, quando público, é visto pelos meus filhos!".
O grande erro desse raciocínio é que, ao fazer isso, você tá transferindo pro outro uma responsa que é só sua: preparar seu filho pro mundo.
Essa porra é complexa! Plural. Desigual (especialmente aqui no Brasil), e querer transformar ele - o mundo - numa extensão do seu quintal, da sua casa, é ingênuo e intolerante.
Como eu não sou conservador, não farei o que ceis fazem. Tipo algo como nos ensinar como nos comportar, quem amar, ou como criar nossos filhos mas, como pai, eu posso dar uma dica: é muito mais eficiente ensinar a sua criança a manter bons valores - independentemente do que elas veem na rua - do que tentar adaptar todo o entorno pra que o mundo não choque os olhinhos do seu bebê.
Esse é o trabalho dos pais.
Não nos cabe controlar o mundo.
No discurso de posse do Bolsonaro, ele disse que libertaria o povo do socialismo e do politicamente correto. Como nunca tivemos um governo socialista e piada sobre religião "não pode", pelo visto, temos duas promessas não cumpridas.
Existe uma diferença entre piada que ce faria e piada que ce não faria. Piada que te faz rir e piada que ce não acha graça nenhuma. Piada que ce quer ouvir e piada que ce não quer que contem.
Enfim.
Esse negócio de fazer patrulha "em nome de Deus" é algo muito perigoso porque a gente sabe como começa mas não sabe como termina.
Deus é uma experiência íntima. Sendo metafísico, não deve jamais se misturar com questões de Estado. O que é uma zuadinha - referenciando o especial de Natal do Porta dos Fundos - aqui em cima com uma eternidade sofrendo lá embaixo?
"Meu Jesus" estaria de boas. Transformando água em vinho e assistindo à zuera.
Os Bolsonaros perceberam que os conservadores cristãos são seu público fiel e estão jogando pra loucura. Pra torcida. Simples e hipócrita assim.
Eu tenho o maior respeito, pessoalmente, pelas religiões. Acho a fé uma coisa maravilhosa, mas me fode o estômago quem faz uso dela pra ganhar dinheiro em templo, mandato, ou ad sense no Youtube.
Conservadores, no sentido mais comum no Brasil, me incomodam muito justamente porque eles incomodam os outros.
Eles nunca - ou quase nunca - estão satisfeitos em cuidar da sua própria vida. É como se eles próprios vivessem em um estado constante de insegurança sobre seus valores ou sob a sua capacidade de fazer algo que não é tão complexo porque é instintivo: criar seus filhos. Em nome dos valores da família DELES, eles querem mudar os hábitos das famílias DOS OUTROS.
Se você é conservador, deve tá pensando "claro! O seu comportamento, quando público, é visto pelos meus filhos!".
O grande erro desse raciocínio é que, ao fazer isso, você tá transferindo pro outro uma responsa que é só sua: preparar seu filho pro mundo.
Essa porra é complexa! Plural. Desigual (especialmente aqui no Brasil), e querer transformar ele - o mundo - numa extensão do seu quintal, da sua casa, é ingênuo e intolerante.
Como eu não sou conservador, não farei o que ceis fazem. Tipo algo como nos ensinar como nos comportar, quem amar, ou como criar nossos filhos mas, como pai, eu posso dar uma dica: é muito mais eficiente ensinar a sua criança a manter bons valores - independentemente do que elas veem na rua - do que tentar adaptar todo o entorno pra que o mundo não choque os olhinhos do seu bebê.
Esse é o trabalho dos pais.
Não nos cabe controlar o mundo.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Você mudou, e tá tudo bem.
Você já teve uma ou mais pessoas super próximas, queridas e amadas nas quais, ao olhar, teu cérebro te diz que não é uma boa ideia ter determinado assunto, falar sobre certas coisas, contar certos segredos, entrar em certos campos da sua vida?
Ou o contrário.
Já olhou pra alguém e viu todo e qualquer bloqueio que possuía desmoronar, um por um? Alguém próximo que, até um passado recente, ce sequer se imaginava proferindo certos tópicos da sua vida e, hoje, a consciência nem apita?
Acredito que ambos os casos só rolaram porque alguma coisa que te ligava ou afastava daquele ser humano, mudou.
Pode ter sido por influência do tempo. Aquela amizade que surgiu no seu primeiro emprego que já não faz mais sentido.
Pode ter sido porque as suas crenças e valores pessoais te tornaram alguém mais incisivo e zero tolerante com certos comportamentos e atitudes. Você não sabe mais esconder quando algo te desagrada e faz questão de que todos saibam disso.
Seu pensamento político-social tomou outro rumo por influência de tudo aquilo que viu.
Passou a fazer trabalho voluntário. Largou a faculdade ou foi fazer intercâmbio.
Parou de ou voltou a fumar e beber.
Aquele bar já não te transmite conforto ou desespero. Não tem mais ou passou a ter interesse em cinema, livros, fantasia, ficção, filosofia, psicologia e jogos de tabuleiro.
Terminou um rolo com cara de namoro. Iniciou um namoro com cara de casamento.
Você mudou, e tá tudo bem.
Tenha certeza de que tu também é essa pessoa pra outro alguém. Ce também é ambiguidade. Liberdade e bloqueio. Sempre será.
Aos olhos de quem te vê, ce é foda pra caralho, excelente companhia e aquela maravilhosa troca de experiências ao passo que, em outras vistas, tu és um muro que não será derrubado tão cedo.
Aceita e respeita.
Ou o contrário.
Já olhou pra alguém e viu todo e qualquer bloqueio que possuía desmoronar, um por um? Alguém próximo que, até um passado recente, ce sequer se imaginava proferindo certos tópicos da sua vida e, hoje, a consciência nem apita?
Acredito que ambos os casos só rolaram porque alguma coisa que te ligava ou afastava daquele ser humano, mudou.
Pode ter sido por influência do tempo. Aquela amizade que surgiu no seu primeiro emprego que já não faz mais sentido.
Pode ter sido porque as suas crenças e valores pessoais te tornaram alguém mais incisivo e zero tolerante com certos comportamentos e atitudes. Você não sabe mais esconder quando algo te desagrada e faz questão de que todos saibam disso.
Seu pensamento político-social tomou outro rumo por influência de tudo aquilo que viu.
Passou a fazer trabalho voluntário. Largou a faculdade ou foi fazer intercâmbio.
Parou de ou voltou a fumar e beber.
Aquele bar já não te transmite conforto ou desespero. Não tem mais ou passou a ter interesse em cinema, livros, fantasia, ficção, filosofia, psicologia e jogos de tabuleiro.
Terminou um rolo com cara de namoro. Iniciou um namoro com cara de casamento.
Você mudou, e tá tudo bem.
Tenha certeza de que tu também é essa pessoa pra outro alguém. Ce também é ambiguidade. Liberdade e bloqueio. Sempre será.
Aos olhos de quem te vê, ce é foda pra caralho, excelente companhia e aquela maravilhosa troca de experiências ao passo que, em outras vistas, tu és um muro que não será derrubado tão cedo.
Aceita e respeita.
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
09.09
Compartilhe das suas frustrações com quem te faz bem ou te faz o neutro. Não segure mas também não espalhe pra meio mundo.
Profissional ou pessoal.
Seja lá quem for, pra quem for ou com quem for.
Tuas frustrações são tuas.
E se for compartilhá-las, que seja pra construir e REconstruir. Jamais pra destruir quem sequer sabe de onde vem a sua vontade de.
Que seja pro teu crescimento e que seja pra te tornares uma pessoa melhor. Jamais pra piorar outrem.
As pessoas não são mártires de tuas dores.
Elas são, no máximo, canalizadores de problemas próprios que, TALVEZ, numa conversa informal, irão te ajudar a não ser aquilo que elas queriam não ser.
Mas são.
Profissional ou pessoal.
Seja lá quem for, pra quem for ou com quem for.
Tuas frustrações são tuas.
E se for compartilhá-las, que seja pra construir e REconstruir. Jamais pra destruir quem sequer sabe de onde vem a sua vontade de.
Que seja pro teu crescimento e que seja pra te tornares uma pessoa melhor. Jamais pra piorar outrem.
As pessoas não são mártires de tuas dores.
Elas são, no máximo, canalizadores de problemas próprios que, TALVEZ, numa conversa informal, irão te ajudar a não ser aquilo que elas queriam não ser.
Mas são.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Partidas dobradas.
Dizem que, quando as pessoas mudam, os sentimentos mudam em paralelo. São as chamadas partidas dobradas que não se aprende na aula.
O certo - e mais saudável - é superar, seguir e viver. Permitir-se. Admitir que não tá tudo bem, admitir que não sabe se aquilo vai passar tão cedo (se é que vai).
Sem drama.
Você disse que sabia no que ia dar, mas a verdade é que, mesmo ciente, não seria nada mal se realmente desse.
Certo?
Agora rola a preservação aqui e aí sendo que não seria nada mal aceitar que não sobrou nada e que estamos sendo fakes de adultos felizes e preenchidos emocionalmente. Seguindo a vida mas, na real, fugindo daquela pessoa que sabemos ser a certa.
Fugindo sim mesmo que você o faça dessa sua maneira velada. Ainda assim, fugindo.
Eu sei que os sentimentos não irão desaparecer, mas, de novo, em paralelo, sabemos que o amanhã sempre vai colar e arrancar a verdade de nós.
A minha enquanto escrevo.
A sua enquanto pede pra me ler.
O certo - e mais saudável - é superar, seguir e viver. Permitir-se. Admitir que não tá tudo bem, admitir que não sabe se aquilo vai passar tão cedo (se é que vai).
Sem drama.
Você disse que sabia no que ia dar, mas a verdade é que, mesmo ciente, não seria nada mal se realmente desse.
Certo?
Agora rola a preservação aqui e aí sendo que não seria nada mal aceitar que não sobrou nada e que estamos sendo fakes de adultos felizes e preenchidos emocionalmente. Seguindo a vida mas, na real, fugindo daquela pessoa que sabemos ser a certa.
Fugindo sim mesmo que você o faça dessa sua maneira velada. Ainda assim, fugindo.
Eu sei que os sentimentos não irão desaparecer, mas, de novo, em paralelo, sabemos que o amanhã sempre vai colar e arrancar a verdade de nós.
A minha enquanto escrevo.
A sua enquanto pede pra me ler.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Segue.
Tava aqui pensando: quantas pessoas, empresas e sociedades perdem pessoas relevantes por não terem coragem. Por não terem cu pra aguentar as críticas ou lo que sea.
Venho observando que, nos três anteriormente citados, perdemos seres relevantes simplesmente por não termos enfrentado o que vem a seguir. O que vem depois.
Somos tão acostumados com essa parada de meritocracia que traçamos essa porra pra nós mesmos.
Você não tem coragem de sair do seu trampo que faz todos os dias porque paga suas contas. Naquelas.
Paga naquelas.
Você gasta mais do que ganha e sorri pra todo mundo.
Sorri porque geral te ensinou que aquele que não é simpático é mal-amado. É mal-comido.
Mas só você sabe os boleto que veem na sequência. A cobrança que você se faz quando o e-mail do serasa chega.
"AH, MAS É FALTA DE PLANEJAMENTO"
TEU CU, meu chapa!
Já vi nego ralando a cara mês a mês pra chefe coxinha promover parceiro dele. Revolta existe sim e muitas não são infundadas até porque, pra geral, é suave reclamar. É cômodo.
Mas uma coisa é ser merecedor outra é se achar merecedor.
Não tenha medo de largar a porra toda se te, no seu julgamento, te fazem injustiça.
Mete o pé, mana.
Mas ae, saiba onde ce tá entrando. Até porque, chorar por posição, trampo e status é coisa de pau no cu.
Se você julga merecer e onde ce tá não tá teno, mete o pé.
Não atrasa o lado de ninguém.
A maior nobreza de nós, lixo humano, é saber sair de onde não se é bem quisto.
E, se tu tem isso por si só sem que eu tenha o dito, tu já tá à frente de vários humanos.
"Try to move on anyway", como diria Jorja Smith.
Venho observando que, nos três anteriormente citados, perdemos seres relevantes simplesmente por não termos enfrentado o que vem a seguir. O que vem depois.
Somos tão acostumados com essa parada de meritocracia que traçamos essa porra pra nós mesmos.
Você não tem coragem de sair do seu trampo que faz todos os dias porque paga suas contas. Naquelas.
Paga naquelas.
Você gasta mais do que ganha e sorri pra todo mundo.
Sorri porque geral te ensinou que aquele que não é simpático é mal-amado. É mal-comido.
Mas só você sabe os boleto que veem na sequência. A cobrança que você se faz quando o e-mail do serasa chega.
"AH, MAS É FALTA DE PLANEJAMENTO"
TEU CU, meu chapa!
Já vi nego ralando a cara mês a mês pra chefe coxinha promover parceiro dele. Revolta existe sim e muitas não são infundadas até porque, pra geral, é suave reclamar. É cômodo.
Mas uma coisa é ser merecedor outra é se achar merecedor.
Não tenha medo de largar a porra toda se te, no seu julgamento, te fazem injustiça.
Mete o pé, mana.
Mas ae, saiba onde ce tá entrando. Até porque, chorar por posição, trampo e status é coisa de pau no cu.
Se você julga merecer e onde ce tá não tá teno, mete o pé.
Não atrasa o lado de ninguém.
A maior nobreza de nós, lixo humano, é saber sair de onde não se é bem quisto.
E, se tu tem isso por si só sem que eu tenha o dito, tu já tá à frente de vários humanos.
"Try to move on anyway", como diria Jorja Smith.
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