Viver é mó foda, né mano? Pois é.
Agora calcule: imagine-se ser mulher, mãe de duas, passar por humilhação, submeter-se à situações das quais, hoje, não se orgulha simplesmente pelo bem das vidas das quais você ama e é responsável.
Imaginou?
Agora tu sabe que tua vida não é tão difícil, certo?
Quando a conheci, vi uma artista. No movimento das mãos, no jeito de falar, na maneira de segurar o cigarro que tanto relutou pra acender.
Me pediu. Eu dei.
Falamos sobre jogos, coisas banais. Falamos sobre a vida.
Ali eu percebi: moça, tu não é normal.
Mas a vida é uma filha de meretriz. A vida quer ver a gente no poço pra, quem sabe, nos ver no topo.
Pra mim e pra tantas outras pessoas que vi, sincero, ela sempre teve o topo.
Moça. Ei, é contigo: chora não. Faça das tuas lágrimas tua arte. Faça de tudo de mal teu bem, tua criação. Faça de teus dois tesouros, alegria.
Eu sei que tu sabe fazer isso.
Mostre tua inteligência.
Tua genialidade.
Saiba que pessoas vêm e vão, mas a tua vida é uma só. E preciso te falar que tu ta mandando muito bem nessa, hein?
Tenho orgulho de te ter como inspiração em alguns muitos campos da minha vida por mais que eu só saiba desenhar bonecos feitos de palito.
sábado, 5 de agosto de 2017
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Dentro de mim
Vou te dar uma dica: sempre que conhecer uma pessoa nova, guarde na mente que ela tem um passado. Ela teve uma vida antes de você e não há nada que possa fazer pra mudar isso.
Você não é o ponto inicial e também, na maioria das vezes, não será o ponto final.
Entenda que é pretensioso demais da sua parte achar que ensinou tudo e que aquele ser que admira é obra sua. Afinal, fica a pergunta: você seria surpreendido por um ser humano que é seu espelho?
Creio, fielmente, que não.
Hoje eu sei que, em toda a minha vida, minha maior dificuldade foi (e é) aceitar estes fatos passados. Perdi noites sonhando e pensando em coisas que as pessoas poderiam ter feito com outras. Coisas que rolaram comigo. Coisas que, por horas de ilusão, eu achei que fossem exclusivas. Minhas. De mais ninguém.
Me custou e ainda custa muito aquele negócio de "fulana de tal é o que é por conta disso, disso e daquilo". Ou "sabe o que sabe por experiência anterior".
Será que eu sou tão estúpido a achar que as outras pessoas também não pensam o mesmo de mim? Será que eu vou morrer sendo idiota e me achando o foda?
Eu também tive passado!
Todos tivemos.
Acho que a maior lição que se pode aprender é: aceite as pessoas como elas são. Aceite a vida como ela é. Aceite que todos somos diferentes e aprenda a apreciar o ser humano pelo que ele é e não julgue ninguém pelo que já foi.
Você não é o ponto inicial e também, na maioria das vezes, não será o ponto final.
Entenda que é pretensioso demais da sua parte achar que ensinou tudo e que aquele ser que admira é obra sua. Afinal, fica a pergunta: você seria surpreendido por um ser humano que é seu espelho?
Creio, fielmente, que não.
Hoje eu sei que, em toda a minha vida, minha maior dificuldade foi (e é) aceitar estes fatos passados. Perdi noites sonhando e pensando em coisas que as pessoas poderiam ter feito com outras. Coisas que rolaram comigo. Coisas que, por horas de ilusão, eu achei que fossem exclusivas. Minhas. De mais ninguém.
Me custou e ainda custa muito aquele negócio de "fulana de tal é o que é por conta disso, disso e daquilo". Ou "sabe o que sabe por experiência anterior".
Será que eu sou tão estúpido a achar que as outras pessoas também não pensam o mesmo de mim? Será que eu vou morrer sendo idiota e me achando o foda?
Eu também tive passado!
Todos tivemos.
Acho que a maior lição que se pode aprender é: aceite as pessoas como elas são. Aceite a vida como ela é. Aceite que todos somos diferentes e aprenda a apreciar o ser humano pelo que ele é e não julgue ninguém pelo que já foi.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Visão
Eu vou te explicar a minha visão sobre o que ta acontecendo.
Já te passei ela antes mas, talvez, agora você escute já que não está nervoso ou algo assim.
Não é falta de amor.
Não é falta de cuidado, nem de sentimento.
Não é falta de nos importarmos um com o outro.
Não é falta de emocional, de maneira alguma. Ou carnal, se for relevante ressaltar.
É a vida que ta insustentável. A necessidade que se tem que antes não se tinha. Ou tinha, mas não era tão aflorada.
São as pessoas que a gente conhece, os diálogos que a gente tem, os conselhos que a gente ouve. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, eles entram em nós. Eles nos fazem questionar se a nossa vida, do jeito que tá, REALMENTE está boa. REALMENTE estamos bem? E a resposta, há muito tempo, tem sido sempre "não".
Porque nada é suficiente. Incomoda demais essa vida parcial, essa metade. E isso faz com que coisas casuais sejam uma bomba atômica, como eu ir tomar uma cerveja com as meninas numa sexta - coisa que sempre ocorria -, por exemplo. Ou você sair com aquele seu amigo que eu nunca fui com a cara e que eu já havia lhe pedido milhões de vezes pra tomar cuidado.
Acontece que, pra mim, sempre foi saudável que tivéssemos tempo para amizades. Que saíssemos mais e que lembrássemos de que somos pessoas sensacionais que merecem divertir-se com outras pessoas sensacionais que apareceram e ficaram nas nossas vidas.
Eu nunca te pedi pra abdicar do seu futebol, da sua breja. Nunca te pedi pra ficar trancado em casa, no quarto, vendo Netflix. Muito pelo contrário. Esse discurso de agora é super antigo e VOCÊ SABE. Mas, mais uma vez, vem o que eu falei antes: a nebulosidade que se instalou na sua mente de que tudo é negativo distorce a mensagem e diz que eu tô pouco me fudendo se você comer outra.
Me diz, agora, com a mente limpa: quando eu disse isso?
Se for parar e pensar, sem aquela vibração da raiva que te domina e te transforma em outro ser humano, chegaremos à mesma conclusão: até quando você vai ficar estourando e me difamando num dia pra no outro parar, pensar e recomeçar tudo de novo num diálogo civilizado? Pra quê passar por isso sendo que poderíamos economizar tempo e falar sobre na hora?Sem gaps de comunicação.
Até quando vamos viver terminando, explodindo, falando merda e, depois, vendo as coisas direito? Trocando uma ideia?
Quanto tempo vai demorar pra essa cena acontecer mais uma vez? Sete dias?
Será que vamos bater o recorde de três brigas em sete dias e partir pra quatro? E quando chegarmos a sete brigas em sete dias?
É disso que eu tô falando.
Já te passei ela antes mas, talvez, agora você escute já que não está nervoso ou algo assim.
Não é falta de amor.
Não é falta de cuidado, nem de sentimento.
Não é falta de nos importarmos um com o outro.
Não é falta de emocional, de maneira alguma. Ou carnal, se for relevante ressaltar.
É a vida que ta insustentável. A necessidade que se tem que antes não se tinha. Ou tinha, mas não era tão aflorada.
São as pessoas que a gente conhece, os diálogos que a gente tem, os conselhos que a gente ouve. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, eles entram em nós. Eles nos fazem questionar se a nossa vida, do jeito que tá, REALMENTE está boa. REALMENTE estamos bem? E a resposta, há muito tempo, tem sido sempre "não".
Porque nada é suficiente. Incomoda demais essa vida parcial, essa metade. E isso faz com que coisas casuais sejam uma bomba atômica, como eu ir tomar uma cerveja com as meninas numa sexta - coisa que sempre ocorria -, por exemplo. Ou você sair com aquele seu amigo que eu nunca fui com a cara e que eu já havia lhe pedido milhões de vezes pra tomar cuidado.
Acontece que, pra mim, sempre foi saudável que tivéssemos tempo para amizades. Que saíssemos mais e que lembrássemos de que somos pessoas sensacionais que merecem divertir-se com outras pessoas sensacionais que apareceram e ficaram nas nossas vidas.
Eu nunca te pedi pra abdicar do seu futebol, da sua breja. Nunca te pedi pra ficar trancado em casa, no quarto, vendo Netflix. Muito pelo contrário. Esse discurso de agora é super antigo e VOCÊ SABE. Mas, mais uma vez, vem o que eu falei antes: a nebulosidade que se instalou na sua mente de que tudo é negativo distorce a mensagem e diz que eu tô pouco me fudendo se você comer outra.
Me diz, agora, com a mente limpa: quando eu disse isso?
Se for parar e pensar, sem aquela vibração da raiva que te domina e te transforma em outro ser humano, chegaremos à mesma conclusão: até quando você vai ficar estourando e me difamando num dia pra no outro parar, pensar e recomeçar tudo de novo num diálogo civilizado? Pra quê passar por isso sendo que poderíamos economizar tempo e falar sobre na hora?Sem gaps de comunicação.
Até quando vamos viver terminando, explodindo, falando merda e, depois, vendo as coisas direito? Trocando uma ideia?
Quanto tempo vai demorar pra essa cena acontecer mais uma vez? Sete dias?
Será que vamos bater o recorde de três brigas em sete dias e partir pra quatro? E quando chegarmos a sete brigas em sete dias?
É disso que eu tô falando.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Segundo ato: Deletada
Dia aleatório, de um mês qualquer, e de um ano ainda mais qualquer.
Faz frio. Muito frio.
Uma longa tragada. Sopro demorado. Um gole.
Saca do celular. Aqueles cliques das teclas sendo acionadas sobressaem-se da música que escuta.
Digita.
"O tempo passa, muitas vezes, de maneiras que a gente não entende, né? Por exemplo, quando abri os olhos hoje pela manhã, não imaginei que fosse me sentir tão bem quanto agora... Não imaginei que as horas fossem ser esgotadas assim, à esmo. Que ia me sentir ansioso, agoniado, mas, ao mesmo tempo, feliz. Que ia me sentir de quinhentas maneiras em dois segundos.
Quando saí da cama, não pensei que fosse te odiar. Nem pensei que fosse te amar. Nem te odiar de novo e nem te amar de novo.
Haha
Como pode?
Quando saí da cama, não quis realmente levantar. Levantei, inicialmente, pela obrigação do ato em si. O ato de levantar. O ato de seguir com a vida e com as horas como as pessoas adultas fazem.
Quis que o tempo passasse rápido pra que eu pudesse dormir de novo.
Mas, olha só que engraçado: você me fez desejar que o tempo passasse devagar. Fez com que dormir se tornasse a minha última opção.
Aliás, dormir? Nem passou pela minha cabeça.
Eu queria mais daquilo ali. Daquele negócio de te ver falar sobre as suas séries, seus filmes, seu trabalho, seus joguinhos do celular. Sobre aquele amigo com quem ce tretou ou sobre aquele que ce não vê há tempos.
Queria te ver abraçar mais aqueles que lhe são queridos. Queria te ver dançar mais aquelas que ce chama de 'suas músicas'.
Às vezes, eu acho que esse tempo curto é um filho da puta que me faz apaixonar-me cada vez mais por você. Depois, eu encaro-o como aquele baixinho do fundamental que ninguém dava um real e que, após umas doses de vida, torna-se a aquele mais atraente que já se viu.
Seu tempo é isso pra mim: aquele que por menor que seja, me deixa preso de uma maneira que me faz saber até quantas polegadas ele mede.
E me faz amar cada uma delas."
Ele apaga o cigarro.
Joga a lata fora.
Deleta a mensagem.
"Quão idiota ela me acharia agora?"
Faz frio. Muito frio.
Uma longa tragada. Sopro demorado. Um gole.
Saca do celular. Aqueles cliques das teclas sendo acionadas sobressaem-se da música que escuta.
Digita.
"O tempo passa, muitas vezes, de maneiras que a gente não entende, né? Por exemplo, quando abri os olhos hoje pela manhã, não imaginei que fosse me sentir tão bem quanto agora... Não imaginei que as horas fossem ser esgotadas assim, à esmo. Que ia me sentir ansioso, agoniado, mas, ao mesmo tempo, feliz. Que ia me sentir de quinhentas maneiras em dois segundos.
Quando saí da cama, não pensei que fosse te odiar. Nem pensei que fosse te amar. Nem te odiar de novo e nem te amar de novo.
Haha
Como pode?
Quando saí da cama, não quis realmente levantar. Levantei, inicialmente, pela obrigação do ato em si. O ato de levantar. O ato de seguir com a vida e com as horas como as pessoas adultas fazem.
Quis que o tempo passasse rápido pra que eu pudesse dormir de novo.
Mas, olha só que engraçado: você me fez desejar que o tempo passasse devagar. Fez com que dormir se tornasse a minha última opção.
Aliás, dormir? Nem passou pela minha cabeça.
Eu queria mais daquilo ali. Daquele negócio de te ver falar sobre as suas séries, seus filmes, seu trabalho, seus joguinhos do celular. Sobre aquele amigo com quem ce tretou ou sobre aquele que ce não vê há tempos.
Queria te ver abraçar mais aqueles que lhe são queridos. Queria te ver dançar mais aquelas que ce chama de 'suas músicas'.
Às vezes, eu acho que esse tempo curto é um filho da puta que me faz apaixonar-me cada vez mais por você. Depois, eu encaro-o como aquele baixinho do fundamental que ninguém dava um real e que, após umas doses de vida, torna-se a aquele mais atraente que já se viu.
Seu tempo é isso pra mim: aquele que por menor que seja, me deixa preso de uma maneira que me faz saber até quantas polegadas ele mede.
E me faz amar cada uma delas."
Ele apaga o cigarro.
Joga a lata fora.
Deleta a mensagem.
"Quão idiota ela me acharia agora?"
quarta-feira, 26 de abril de 2017
O juiz mandou seguir o jogo
Hoje pela manhã, tive um diálogo sobre amor. Sobre a figura em si, sobre o sentimento e não sobre as coisas que ele constrói.
Sei lá.
Não sobre a forma que "vivemos" o dito cujo, mas sim como o colocamos em nossas vidas e, obviamente, em como ele se apresenta pra nós.
Depois disso tudo, concluí que o amor vive dele mesmo e um relacionamento não vive de amor. Relacionamentos terminam mesmo havendo amor pois o simples fato dele existir não supre a possível falta de cumplicidade e respeito, por exemplo. A falta de empatia.
Amor vive dele mesmo e relacionamentos não vivem de amor.
O amor é autossuficiente. Ele está pouco se fudendo pra você ou pro outro. Ele quer é saber de existir e de fazer questão de que você saiba que ele tá ali, assombrando, apertando, cutucando, mas também animando, alegrando. Te fazendo viver mais plenamente.
E não adianta ignorar.
Ele vai te causar angústia, dores pulmonares de tanta saudade, dor de cabeça devido aos tantos conflitos causados na sua mente.
Vai te socar no estômago. Vai te jogar nas chamas.
O amor não morre. Ele dorme por tempo indeterminado.
Podemos nos enganar quando falamos que algo era amor, mas o tira-teima vem quando, após um tempo X, encontramos a pessoa de novo. Se não sentir nada, é porque não era amor. Não era e nunca foi.
Ninguém é capaz de tal feito então pode parar de se vangloriar, migx.
Chegamos a pensar que, se o sentimento é nosso, por que caralhas não podemos escolher? Tipo:
"oi, ce quer me amar?"
"Aham"
"Ok, obrigado"
"De nada"
Só que também não daria certo. Seriam muitos conflitos de interesses, haha. Muitas pessoas querendo as mesmas pessoas.
Ou pior: você escolhe fulano, mas o fulano quer a beltrana.
Em um cálculo simples, a taxa de reciprocidade estaria zerada.
Ok, hoje não estamos vivendo as mil maravilhas, mas pelo menos existe a possibilidade de ser recíproco justamente pela ausência do livre arbítrio.
Hoje, essa taxa de reciprocidade é QUASE zero.
Menos mal.
Se arrumar direitinho, todo mundo ama.
...
O amor é foda, pai.
Sei lá.
Não sobre a forma que "vivemos" o dito cujo, mas sim como o colocamos em nossas vidas e, obviamente, em como ele se apresenta pra nós.
Depois disso tudo, concluí que o amor vive dele mesmo e um relacionamento não vive de amor. Relacionamentos terminam mesmo havendo amor pois o simples fato dele existir não supre a possível falta de cumplicidade e respeito, por exemplo. A falta de empatia.
Amor vive dele mesmo e relacionamentos não vivem de amor.
O amor é autossuficiente. Ele está pouco se fudendo pra você ou pro outro. Ele quer é saber de existir e de fazer questão de que você saiba que ele tá ali, assombrando, apertando, cutucando, mas também animando, alegrando. Te fazendo viver mais plenamente.
E não adianta ignorar.
Ele vai te causar angústia, dores pulmonares de tanta saudade, dor de cabeça devido aos tantos conflitos causados na sua mente.
Vai te socar no estômago. Vai te jogar nas chamas.
O amor não morre. Ele dorme por tempo indeterminado.
Podemos nos enganar quando falamos que algo era amor, mas o tira-teima vem quando, após um tempo X, encontramos a pessoa de novo. Se não sentir nada, é porque não era amor. Não era e nunca foi.
Ninguém é capaz de tal feito então pode parar de se vangloriar, migx.
Chegamos a pensar que, se o sentimento é nosso, por que caralhas não podemos escolher? Tipo:
"oi, ce quer me amar?"
"Aham"
"Ok, obrigado"
"De nada"
Só que também não daria certo. Seriam muitos conflitos de interesses, haha. Muitas pessoas querendo as mesmas pessoas.
Ou pior: você escolhe fulano, mas o fulano quer a beltrana.
Em um cálculo simples, a taxa de reciprocidade estaria zerada.
Ok, hoje não estamos vivendo as mil maravilhas, mas pelo menos existe a possibilidade de ser recíproco justamente pela ausência do livre arbítrio.
Hoje, essa taxa de reciprocidade é QUASE zero.
Menos mal.
Se arrumar direitinho, todo mundo ama.
...
O amor é foda, pai.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Cagando regra
Prepare-se, desde já, pra ler algo que ce não vai curtir:
Ceis não sabem o que é ideal em nenhum campo das suas vidas.
Ponto.
E eu vou te explicar o porquê.
Toda e qualquer preferência que o ser humano possui, deriva-se de alguma espécie de experiência anterior.
Boa ou ruim. Satisfatória ou não.
Ninguém deveria - leia com atenção: ninguém DEVERIA - expôr qualquer opinião ou ideia sem que tenha sequer uma base mínima sobre o tópico abordado.
Ok? Ok.
Tendo isto posto, pergunto: por que caralhas ceis insistem em meter o bedelho nos assuntos dos outros?
Por que, simplesmente, são incapazes de "deixar rolar"?
Se uma amiga tá saindo com um cara x, ce vai lá falar que esse tipo de cara não presta justamente porque tu já se envolveu com alguém que, na SUA concepção, assemelha-se ao fulano. Se for mulher, vai falar que é interesseira, que é puta.
Aí teu amigo arruma um emprego e tu vai lá ficar enchendo os pacová falando que o salário é baixo, que benefícios não devem te prender, que isso, que aquilo... Porra, ENFIA NO CU ESSA OPINIÃO, piá.
Eu hein.
Deixa a pessoa se fuder ou deixa ela ser feliz se for o caso. O que custa?
Ceis passam tempo demais colocando defeito em tudo, reclamando de tudo.
Ceis passam tempo demais sujando de futilidade vossos cérebros. Tempo demais desejando ter a vida de outras pessoas, idolatrando gente que tá pouco se fudendo pra existência de vocês e não percebem que, enquanto fazem isso, ficam cagando regra pra àqueles ao redor, dizendo que "a vida ideal é essa ou aquela" e que eles não são fodas porque não seguem esse padrão de merda que alguém ainda mais merda criou.
Ceis não sabem o que é ideal em nenhum campo das suas vidas.
Ponto.
E eu vou te explicar o porquê.
Toda e qualquer preferência que o ser humano possui, deriva-se de alguma espécie de experiência anterior.
Boa ou ruim. Satisfatória ou não.
Ninguém deveria - leia com atenção: ninguém DEVERIA - expôr qualquer opinião ou ideia sem que tenha sequer uma base mínima sobre o tópico abordado.
Ok? Ok.
Tendo isto posto, pergunto: por que caralhas ceis insistem em meter o bedelho nos assuntos dos outros?
Por que, simplesmente, são incapazes de "deixar rolar"?
Se uma amiga tá saindo com um cara x, ce vai lá falar que esse tipo de cara não presta justamente porque tu já se envolveu com alguém que, na SUA concepção, assemelha-se ao fulano. Se for mulher, vai falar que é interesseira, que é puta.
Aí teu amigo arruma um emprego e tu vai lá ficar enchendo os pacová falando que o salário é baixo, que benefícios não devem te prender, que isso, que aquilo... Porra, ENFIA NO CU ESSA OPINIÃO, piá.
Eu hein.
Deixa a pessoa se fuder ou deixa ela ser feliz se for o caso. O que custa?
Ceis passam tempo demais colocando defeito em tudo, reclamando de tudo.
Ceis passam tempo demais sujando de futilidade vossos cérebros. Tempo demais desejando ter a vida de outras pessoas, idolatrando gente que tá pouco se fudendo pra existência de vocês e não percebem que, enquanto fazem isso, ficam cagando regra pra àqueles ao redor, dizendo que "a vida ideal é essa ou aquela" e que eles não são fodas porque não seguem esse padrão de merda que alguém ainda mais merda criou.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Se eu fosse você, também não gostaria de mim
Durante pouco tempo fui mimado e tive tudo o que queria, confesso. Pra ser mais sincero ainda, não me lembro tão bem dessa época. O que me marcou mais foi o nascimento da minha irmã, minha eterna rainha. Aquela a quem eu serei devoto pelo resto da minha vida e eu jurei proteger desde que ouvi seu choro pela primeira vez.
Lembro bem da infância em Diadema.
Amizades que viraram artigos policiais e amigos enjaulados. Alguns deles comiam do almoço que minha mãe fazia. E, mesmo sendo toda atenciosa para com eles, jamais me deixou frequentar os mesmo lugares.
Graças a Deus.
A negona tem um sexto sentido que é quase sétimo.
A sua véia também deve ter. Resta saber se tu a ouviu como eu a minha ouvi.
Como todo moleque, joguei meu futebol nas quadras perto de casa. Arrumei minhas tretas - tudo bem que elas eram praticamente diárias. Releve -, mas sempre resolvi na rua. Não levei dor de cabeça pros meus pais. Pelo menos não nesse sentido.
Confesso que eu era folgado e marrento mesmo com esse tamanho todo.
Na escola, era 50-50. Até a quinta série, eu não sabia o que era uma "nota vermelha". Lembro de ter me sentido um lixo quando mostrei minha prova baseada em um livro pra minha mãe. O expressão dela de decepção me fodeu.
Chorei duas noites seguidas e prometi que jamais a veria fazer esse rosto de novo.
Não fiz, parceiro. Acredite.
Nunca quis prestar empatia para com ninguém, mas os meus eram meus e eu cuidava até quando estavam além do alcance. Até mesmo quando uma amiga batia na porta de casa, de madruga, aos 16 de idade, chorando por uma desilusão amorosa.
Graças que a mantenho comigo até hoje.
Vi homens incríveis deixarem esse mundo. Homens esses que uso como exemplo até hoje seja na paternidade, no meu comportamento para com os amigos, as mulheres, meus pais, no trabalho.
Tive três pais: seu Arnaldo, seu Antônio e seu Marcos. Só um ainda vive.
Aos 13, enfiei na cabeça que queria aprender a falar inglês após um certo ser humano ter me dito que eu jamais seria capaz.
Aos 20, depois de muito filme assistido três vezes, muita música gringa, muitos livros e muitos chats online jogando FIFA com ingleses, aprendi. Fiz meu primeiro teste numa empresa que exigia a língua em conversação.
Passei, mas não quis o emprego. Eu queria só o teste.
Não precisei de professor. Precisei de vontade. E isso, ah meu mano, isso eu tenho de sobra.
Entrei em três faculdades, larguei duas. Terminei curso que não queria fazer. Perdi tempo que não podia perder, mas, todos os dias, tento recupera-lo.
Impossível?
Só se for pra você.
A maioria das minhas amizades eram femininas. Fui chamado de viado por dormir em casa de amiga e "não fazer nada", fui taxado de gay pelas roupas que usava, mas aprendi que é muito mais importante entender as mulheres do que tê-las.
Traí. Fui traído. Superei ambos.
Usei droga e não gostei. Hoje sou viciado em nicotina após várias e várias tentativas frustradas de parar.
Me apaixonei mais de uma vez. Quebrei a cara, chorei também. Senti a dor da perda de uns amores aí, mas sempre vem outro depois e a gente continua sendo trouxa e sorrindo por incidência dessa dor gostosa do caralho que é o amor.
Sempre gostei de ouvir, mas gosto mais ainda de falar. Por isso arrumei refúgio nos textos e escrevo num blog que quase ninguém lê.
Vai entender.
Talvez isso seja mais pra mim que pra você.
Lembro bem da infância em Diadema.
Amizades que viraram artigos policiais e amigos enjaulados. Alguns deles comiam do almoço que minha mãe fazia. E, mesmo sendo toda atenciosa para com eles, jamais me deixou frequentar os mesmo lugares.
Graças a Deus.
A negona tem um sexto sentido que é quase sétimo.
A sua véia também deve ter. Resta saber se tu a ouviu como eu a minha ouvi.
Como todo moleque, joguei meu futebol nas quadras perto de casa. Arrumei minhas tretas - tudo bem que elas eram praticamente diárias. Releve -, mas sempre resolvi na rua. Não levei dor de cabeça pros meus pais. Pelo menos não nesse sentido.
Confesso que eu era folgado e marrento mesmo com esse tamanho todo.
Na escola, era 50-50. Até a quinta série, eu não sabia o que era uma "nota vermelha". Lembro de ter me sentido um lixo quando mostrei minha prova baseada em um livro pra minha mãe. O expressão dela de decepção me fodeu.
Chorei duas noites seguidas e prometi que jamais a veria fazer esse rosto de novo.
Não fiz, parceiro. Acredite.
Nunca quis prestar empatia para com ninguém, mas os meus eram meus e eu cuidava até quando estavam além do alcance. Até mesmo quando uma amiga batia na porta de casa, de madruga, aos 16 de idade, chorando por uma desilusão amorosa.
Graças que a mantenho comigo até hoje.
Vi homens incríveis deixarem esse mundo. Homens esses que uso como exemplo até hoje seja na paternidade, no meu comportamento para com os amigos, as mulheres, meus pais, no trabalho.
Tive três pais: seu Arnaldo, seu Antônio e seu Marcos. Só um ainda vive.
Aos 13, enfiei na cabeça que queria aprender a falar inglês após um certo ser humano ter me dito que eu jamais seria capaz.
Aos 20, depois de muito filme assistido três vezes, muita música gringa, muitos livros e muitos chats online jogando FIFA com ingleses, aprendi. Fiz meu primeiro teste numa empresa que exigia a língua em conversação.
Passei, mas não quis o emprego. Eu queria só o teste.
Não precisei de professor. Precisei de vontade. E isso, ah meu mano, isso eu tenho de sobra.
Entrei em três faculdades, larguei duas. Terminei curso que não queria fazer. Perdi tempo que não podia perder, mas, todos os dias, tento recupera-lo.
Impossível?
Só se for pra você.
A maioria das minhas amizades eram femininas. Fui chamado de viado por dormir em casa de amiga e "não fazer nada", fui taxado de gay pelas roupas que usava, mas aprendi que é muito mais importante entender as mulheres do que tê-las.
Traí. Fui traído. Superei ambos.
Usei droga e não gostei. Hoje sou viciado em nicotina após várias e várias tentativas frustradas de parar.
Me apaixonei mais de uma vez. Quebrei a cara, chorei também. Senti a dor da perda de uns amores aí, mas sempre vem outro depois e a gente continua sendo trouxa e sorrindo por incidência dessa dor gostosa do caralho que é o amor.
Sempre gostei de ouvir, mas gosto mais ainda de falar. Por isso arrumei refúgio nos textos e escrevo num blog que quase ninguém lê.
Vai entender.
Talvez isso seja mais pra mim que pra você.
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